5.2.18

gratitude #1



Olá! Olha só quem reapareceu mais uma vez como se nada tivesse acontecido! Pois é... Eu mesmo.  Acho que estou perdendo o jeito de blogar, mas vamos tentando...

Estou de volta com um projeto muito bacana que fui convidado para participar que se chama “Gratitude”, que nada mais é do que um projeto de posts mensais com coisas/momentos que nos fizeram bem durante o mês. O objetivo é nos fazer perceber que mesmo que nada grandioso aconteça ainda temos algo para sentir gratidão, e também nos fazer parar de dar tanta importância para coisas ruins. Estou embarcando nessa com a Grazi e com a Bruna!  Vamos lá!

Simples

Eu já disse aqui nesse post que tento simplificar as coisas e ver beleza no que é simples, mas nem sempre consigo. Todos os anos eu penso em fazer uma coisa diferente no ano novo, mas nunca dá certo e esse ano não foi diferente, passei em casa com os meus pais. Mas, algo diferente aconteceu: eu simplifiquei. Quando eu estava ali com eles jogando conversa fora e rindo, senti uma coisa muito forte e posteriormente entendi que era gratidão. Gratidão pela minha família, gratidão por ter pais que mesmo quando não entendem 100% as minhas decisões sempre estão ao meu lado me apoiando. Gratidão pela minha vida. Foi lindo.

Leitura agradável

Em janeiro não fiz muitas leituras porque simplesmente não estava na vibe e parei de me obrigar a ler já faz um tempo. Li um único livro que me fez ter reflexões pro mês inteiro. Li “Kindred – Laços de Sangue” e não vou falar muito sobre porque quero trazer um post só dele em breve. Adianto que é um livro pesado, porém com uma leitura muito fácil e me fez refletir sobre como às vezes nos martirizamos por não receber de volta o que fazemos pelas pessoas, muitas vezes nos perguntamos se fizemos o suficiente e tudo mais, porém nem sempre esse problema está em nós e sim nas outras pessoas e nem sempre isso é culpa delas.



Um touro que gosta de flores

Fui ao cinema assistir O Touro Ferdinando e confesso que não estava esperando muita coisa, achei que seria só mais uma animação legalzinha para passar o tempo e tal. Não foi. Esse filme é sobre ser diferente e como isso pode ser visto de forma negativa pelas pessoas. Também é um filme sobre amizade e amor aos animais. Me fez chorar e o final me deixou com o caração quentinho (sempre quis usar essa expressão).

Keep Calm

Em janeiro eu comecei a meditar, ou tentar pelo menos. haha Ainda estou no processo de aprendizagem, não consigo fazer todos os dias e nem sempre me sinto super calmo nos dias que faço, mas posso dizer que sinto uma pequena melhora e espero progredir.

Amor próprio

Em 2017 passei por um processo de amor próprio. Não decidi quando e como isso iria acontecer, simplesmente aconteceu. É um processo bastante estranho para falar a verdade, mas muito incrível. Você para de se importar com tanta coisa somente por estar bem consigo mesmo, isso não é ótimo?! 
Ao longo desse mês evitei muito mal estar a mim mesmo e sou muito grato por isso. Sou grato por finalmente me amar depois de tanto sentir pena de mim mesmo. 


Então acho que é isso gente! Espero que tenham gostado! O post ficou super simples, não consegui colocar todas as imagens que gostaria porque estou publicando pelo celular (sim!), por isso estamos com recursos limitados! haha Prometo caprichar mais no próximo e espero que esse projeto me ajude a voltar de vez pra cá! Até mais! 



Leiam os posts das meninas também! ❤️




17.10.17

Aleatoriedades

Oi! Faz tempo desde a última vez que nos vimos. Muito tempo. Sinto-me quase como aquelas pessoas que mandam mensagem do nada dizendo "oi, sumido!", o que seria cômico, se não fosse trágico.

Como eu disse no post de retorno, esse blog surgiu em uma época bastante conturbada da minha vida e ele veio para que eu pudesse despejar minhas palavras e assim me ajudar a não me entregar completamente a sentimentos ruins. Porém, eu nunca disse o que realmente aconteceu. Muitas coisas estavam acontecendo, mas veio algo totalmente inesperado. O primeiro post desse blog foi publicado poucos dias depois da morte do meu primo.  

Sentiu? Pois é.

Foto original: @shotbyjames

Esse acontecimento deixou a mim e toda a minha família em um estado quase catatônico (se é que posso fazer uso dessa palavra). Ninguém esperava por isso. Ele era dois anos mais novo que eu e foi o mais próximo que eu já tive de um irmão de sangue. Definitivamente não foi fácil passar por isso. Ele estava morando longe e não nos falávamos com tanta frequência, mas isso não diminuiu o que compartilhamos quando éramos mais jovens. 

Passar por isso me fez repensar muitas coisas. Meu primo estava sempre de bem com a vida e posso dizer que ele amava viver. Infelizmente não posso dizer o mesmo sobre mim. Quando me deram a notícia, a primeira coisa em que pensei foi: "Por que ele e não eu, já que desejei morrer mais vezes do que sou capaz de contar?"  Eu nunca obtive uma resposta clara, obviamente. Mas, entendi que nem sempre vamos ser capazes de entender como a vida funciona. Talvez nunca seremos capazes de entender. Isso tudo serviu para me fazer olhar as coisas de um modo diferente... Eu permaneci vivo por alguma razão. Estava na hora de parar de pensar em morrer. Depois disso prometi que viveria com mais vontade, tentando sempre ir atrás do que acredito. E assim fiz e continuo fazendo até hoje. Às vezes rola uma insegurança, é verdade, mas tento sempre não deixar a peteca cair (mesmo quando é extremamente difícil). 

E desde então minha história com esse blog vem sendo um tanto quanto conturbada. Cheguei até a pensar que ele estava carregado de energia ruim, mas logo afastei esse pensamento por um simples motivo: sou expert em sumir. Se até as pessoas que me vêem todos os dias me acham "sumido", porque seria diferente em redes sociais e afins? E eu já disse que por aqui que tenho minhas fases e que preciso dos meus momentos comigo mesmo. Então, isso é algo normal na minha vida. Só tenho que me acostumar com esse fato. A culpa não é do blog.

Pode até parecer uma desculpa esfarrapada, mas parece que sempre que estou empolgado para manter o blog, algo ruim acontece. É bem irritante e frustrante ao mesmo tempo ter que lidar com essas coisas. E para vocês não acharem que estou exagerando vou listar algumas coisas que aconteceram desde que fiz o último post por aqui. Primeiro tive um problema com o meu computador e depois com a internet, até aí ok (não), pouco tempo depois tive um problema com o meu celular e perdi grande parte das coisas que guardava lá, fotos, vídeos, documentos, etc. Por isso não abro mão de papel e caneta. Passei por cima de tudo isso e tive uma ideia super legal de um projeto que pretendo falar muito breve por aqui e aí: fui assaltado e levaram meu celular com as fotos que já estavam prontas para o projeto e que por ironia do destino não estavam na nuvem. ¯\_(ツ)_/¯ Não tem como ser motivado dessa forma, infelizmente. E o pior: nem motivação para visitar os blogs que gosto eu tinha. ): Mas, estou aqui (tentando ficar) firme e forte, e totalmente determinado a não desistir do meu bloguinho, mesmo que eu apareça bem de vez em quando e não tenha ninguém para ler as coisinhas que escrevo. É aquele ditado: vida que segue.

Coisas boas também aconteceram nesse meio tempo. Defini o tema do meu TCC (mesmo ainda estando no terceiro semestre), tenho quase tudo planejado e até já conversei com o meu professor orientador. E como já adiantei, estou montando um projeto que irá caminhar junto com o TCC. Estou indo aos poucos agora, ainda tentando superar os acontecimentos, mas vamos seguindo. E eu estou aprendendo a simplificar ainda mais e isso está sendo bem lindo.


Fui extremamente motivado a voltar a escrever aqui pelo meu professor de Marketing, que abriu o blog em sala de aula e na frente de todos os meus colegas (!!!!!!). Não preciso nem dizer que me senti exposto e fiquei totalmente tenso, porque já disse que sempre tive vergonha de mostrar o Falso Escritor para as pessoas que convivem comigo, mas eu sobrevivi e depois ele disse para eu não desistir, pois ele achou tudo muito criativo aqui, desde o nome até as coisas que posto. Eu acreditei. Obrigado, professor!

E antes de finalizar esse post, quero deixar toda a minha gratidão e amor para a pessoa mais especial dessa blogosfora, minha amiga, irmã de alma, fã e ídola: Grazi Lotti. Obrigado por toda a cumplicidade e por me ajudar a não desistir. Você é mais especial do que consegue imaginar. 

Enfim, sinto muito por esse post enorme e por não ter falado nada com nada. Sinto que ficou pessoal demais e isso me deixa um pouco receoso, mas é o que temos. Prometo que vou retribuir todas as visitinhas que recebi por aqui e ler os bloguinhos de vocês. Até mais (claro que não sabemos quando será isso)!


Fiquem com essa música que é o meu vício do momento. 
Fui!
30.4.17

paraísos & oceanos

Dê play aqui e leia.

Você se pergunta se eu ainda vou estar aqui mesmo depois de tanto tempo e essa é sua resposta: eu sempre estarei aqui.

Pode vir. Não precisa ter medo. Eu sinto a sua falta.

Vivemos muitas coisas intensas e importantes para serem esquecidas por causa de um período que estivemos distantes. Em todo esse tempo encontrei olhares que me encantaram, sorrisos que também me fizeram sorrir, abraços que me confortaram e beijos nos quais me perdi. Mas, nenhum olhar foi capaz de me hipnotizar, nenhum sorriso foi capaz de me fazer gargalhar, nenhum abraço me fez sentir paz de verdade e nenhum beijo me fez ter vontade de nunca ser encontrado.

E sabe por quê? Nenhum deles era seu. É por isso que eu ainda te espero.

Vem. Não precisa ter medo. Eu quero tudo de você.

Suas qualidades e seus defeitos. Seus sorrisos e suas lágrimas. Seus paraísos e oceanos. Tudo. 

Quero pular de um abismo sem ter medo da queda. Quero mergulhar e nunca mais voltar para a superfície. 

                      Quero
                                     me 
                                             perder 
                                                           e 
                                                                 nunca
                                                                             mais
                                                                                       ser
                                                                                               encontrado. 

Eu quero você. 

Eu sempre estive aqui.

Então não tenha medo e venha.
2.4.17

simplifique


Outro dia, conversando com alguns amigos sobre momentos que nos fazem/fizeram felizes, percebi o quanto todos nós sempre esperamos por momentos grandiosos e achamos que só esses é que podem nos proporcionar alguma felicidade e memórias incríveis, e por isso nunca olhamos com a devida importância para momentos simples que nos proporcionam sensações maravilhosas e que muitas vezes nos ensinam muito mais. Mas, eu sempre fui adepto da simplicidade e depois que fiquei sozinho comecei a revirar minhas próprias memórias e percebi que a maioria dos meus “momentos incríveis” são coisas extremamente simples. Coisas como um sorriso, um abraço, uma mensagem/ligação inesperada ou até mesmo um nascer do sol, são capazes de mudar completamente o meu dia. Pensando nisso, acabei me lembrando de dois momentos que fazem total diferença nas minhas memórias e que provavelmente seriam esquecidos com muita facilidade.

Ano passado, em um dia qualquer passei no shopping quando estava voltando da faculdade e acabei entrando em uma loja por impulso sem a menor pretensão de comprar alguma coisa por lá. E então de repente eu encontro um CD que procurei praticamente a vida inteira e nunca havia encontrado, achava até que não estava mais sendo vendido. Ele estava lá, sozinho em uma prateleira vazia que dizia “Promoção”. Era o CD azul dos Saltimbancos que eu procurei por anos. Já disse aqui como essa peça é importante pra mim. Óbvio que comprei. E quando cheguei em casa ouvi repetidamente. Eu não estava bem nesse dia e encontrar esse CD me deixou muito feliz, porque como eu disse, sempre o procurei e ele me traz memórias muito legais da minha infância, senti uma nostalgia enorme. Foi como um presente e por isso guardo esse dia com carinho.

E sim, gente... Eu ainda compro CD. ‘-‘

Outro momento (que na verdade são vários) que guardo em minhas memórias com muito carinho, me leva aos tempos de colégio, quando eu e minha amiga, Vitória, voltávamos pra casa juntos. Nós sempre tínhamos preguiça de descer do ônibus na nossa parada, porque o nossos lugares estavam super confortáveis e íamos até o ponto final pra voltar andando até em casa. Isso não faz o menor sentido, eu sei. Mas, naquela época pra nós isso era uma coisa muito legal e até uma “rebeldia”, já que sempre fomos muito "certinhos". Era importante pra gente. ❤ Sempre era uma alegria fazer isso, eram dias de muita risada, de micos, e de trocas de segredos e memórias. É estranho e até triste lembrar disso agora já que mal nos vemos hoje em dia. :/

Eu poderia contar muitas outras memórias, mas quis contar essas porque foram as primeiras que lembrei quando resolvi escrever esse post e o escrevi para dizer que não precisamos de momentos grandiosos para nos sentir bem. Claro que às vezes é muito legal ter um momento assim, mas nem sempre são os melhores. Também não há problema algum em esperar por eles, mas sempre que puder, simplifique.