10.6.18

A volta das borboletas

Foto original: Demetrius Washington // Edição: Guttho Montí

Por muito tempo me senti vazio, completamente sem amor. Eu não sabia mais como era estar apaixonado, como era sentir o coração pulsar mais forte por alguém. A sensação das borboletas no estomago passou a ser uma lenda. Pensei estar imune à paixão e todos os seus sintomas. Nunca mais eu passaria uma noite em claro pensando em alguém.

Até você aparecer. E então eu percebi que estava errado todo esse tempo. Não havia imunidade. Você fez tudo acontecer novamente. As borboletas voltaram e elas não estão só no estomago, eu posso senti-las em todo o meu corpo e é como se elas sempre estivessem aqui. Foi rápido demais. Tão rápido que ainda não entendo.

O primeiro encontro, o primeiro olhar, o primeiro abraço, o primeiro beijo, tudo foi como a primeira vez. Na primeira despedida você levou meu coração embora e eu voltei a ser um adolescente apaixonado. Vou abraçar essa paixão e deixar acontecer. Vamos viver um dia de cada vez e deixar que o destino nos diga o fazer.

Eu vou aceitar a volta das borboletas e vou deixar que elas me façam voar sem tirar os pés do chão, porque eu e você, juntos, devemos viver como se fossemos livres. E quem sabe um dia isso se torne realidade.

4.6.18

gratitude #4 & #5 | aceite as mudanças

No mês passado eu e as meninas não conseguimos postar o Gratitude de abril e por isso decidimos juntar abril e maio em um único post, e aqui estamos nós...

Nesses dois meses estive tão ocupado que nem vi o tempo passar e sinceramente não consegui observar muito o que aconteceu ao meu redor, eu apenas fui vivendo um dia de cada vez e deixando que as coisas acontecessem. Mas, agora quando parei para escrever esse post e analisar o que aconteceu nesses meses, eu só consigo pensar em uma única palavra: mudança. E é por isso que eu serei grato hoje.


Eu sempre tive muito medo de mudanças. Entrava em pânico só de pensar que algumas coisas poderiam mudar ou que não iriam funcionar como eu planejei. Isso também mudou. Hoje me sinto muito mais aberto ao processo de mudança e até me vejo ansiando por isso, o que é algo totalmente novo e legal.

Me sinto uma pessoa diferente e percebo que coisas mudaram interna e externamente. Na forma como eu enxergo a vida, na forma como eu lido com as coisas e até mesmo na forma como eu lido comigo mesmo. Hoje sou muito grato pelo acaso da vida e por tudo o que ainda está por vir, porque agora mais do que nunca eu entendo que o que a vida tem de mais legal é isso: as boas surpresas que nos esperam no meio do caminho e a forma como a maioria de nós consegue ser forte o bastante para passar por cima das surpresas nem tão legais assim.

Sou grato por ter aprendido a aceitar as mudanças e entender que não precisamos saber tudo o que vai acontecer a seguir porque o fator surpresa é importante, afinal de contas, a vida é assim: você nunca sabe o que vem a seguir, então aproveite para deixar o acaso te surpreender e sempre esteja aberto para o novo.

Meu post ficou curtinho dessa vez apesar de estar falando de dois meses, mas como eu disse anteriormente, passei por uma fase super corrida e realmente não tenho muito mais a dizer. Vou ficando por aqui.

Um abraço apertado, um sorriso sincero e até a próxima! (:

Leiam os posts das meninas também!
BRUNA ● GRAZI
20.5.18

uma página em branco

Eu me sinto perdido. Perdi a minha habilidade de escrever e isso era tudo o que eu tinha.

A minha capacidade de amar intensamente sempre foi a maior fonte de inspiração para os meus rabiscos, por isso todas as vezes que tento transformar meus pensamentos em palavras e tenho um bloqueio, me pergunto se esse bloqueio também existe no meu coração. Será que junto com a capacidade de escrever, perdi também a minha capacidade de amar?

Há muito tempo não sinto o famoso frio na barriga e a sensação de borboletas no estomago. Nunca imaginei que um dia isso aconteceria comigo, mas infelizmente preciso admitir que hoje sou uma pessoa vazia. As borboletas voaram para longe sem a intenção de voltar.

É como se eu estivesse quebrado por dentro. Como se as peças não estivessem encaixadas da maneira correta. Isso me assusta, mas também me deixa feliz.


Me deixa feliz porque sei que se existe o vazio é porque fui capaz de esvaziar, de me livrar de amores que foram maiores que eu e que nunca foram recíprocos. Porque fui de capaz de libertar as borboletas para que elas voassem até alguém que ainda não tinha experimentado a sensação de senti-las.

Ainda me sinto quebrado, mas sei que um dia me sentirei restaurado. A restauração já começou e ela teve início no dia em que eu deixei de amar demais os outros. E assim compreendo que a minha inspiração não era o meu amor intenso e sim a dor causada pela falta de intensidade que recebia de volta. Não perdi a capacidade de amar. Eu apenas aprendi a me amar. Não perdi a capacidade de escrever, eu só precisava entender a razão pela qual escrevia.

Me sinto perdido e ao mesmo tempo sinto que me encontrei. Me sinto contraditório, mas sei que tudo isso é por um bem maior, uma mudança necessária.

Hoje, eu sou uma página em branco, estou começando um novo diário e espero que ele seja repleto de amor, intensidade e reciprocidade. Porque eu me amo intensamente e espero ser capaz de retribuir o meu próprio amor.

3.4.18

gratitude #3 | normal can be good

Março, 2018

O mês de março foi bem legal apesar de ter sido o mês mais tranquilo até agora no quesito “grandes acontecimentos”. haha  Neste mês mais uma vez fui grato pela vida e sua simplicidade, porque foi tudo tão “normal” e agradável ao mesmo tempo que não consigo nem explicar.


No início do mês a Editora Intrínseca juntamente com a Fox Filmes fez pré-estreias de Love, Simon em algumas cidades para promover/divulgar o filme e realizou um sorteio para escolher alguns leitores para assistir e euzinho fui uns dos sorteados. Yaaay! Fiquei bem felizinho, porque nunca ganho nada em sorteios.  A pré-estreia aqui de São Paulo aconteceu no dia 07/03 e foi bem legal. Simon vs. A Agenda Homo Sapiens foi uma das minhas melhores leituras de 2017 e entrou para a minha lista de preferidos, por isso a ansiedade para ver o filme foi algo inevitável. Gostei bastante da adaptação e mesmo com algumas coisas diferentes, tudo funcionou direitinho. E apesar de não ser totalmente fiel ao livro, Love, Simon é sem dúvida alguma, um filme muito necessário por toda a representatividade que traz.

Ainda falando sobre representatividade, sou grato pelo livro Fantasma, que li nesse mês e foi o primeiro livro com uma criança negra como protagonista que tive contato. Achei isso importantíssimo. Fiquei ainda mais grato quando descobri que é uma série e que vários personagens (outras crianças negras com realidades diferentes) que aparecem no primeiro livro terão o seu ponto de vista. ❤

Sou extremamente grato pela minha evolução pessoal que está mesmo acontecendo. Ainda não posso dizer que sou uma pessoa totalmente evoluída e estou longe de ser tão “pleno” como as pessoas pensam que sou, mas posso sentir uma mudança diária em mim e a cada passo me sinto muito feliz por não me afetar mais por coisas pequenas.

Como eu disse no início, esse mês foi bem calminho e por isso não fiz muitas coisas além de estudar e ler, então é isso o que temos para hoje e para mim está ótimo.

"Todos nós queremos que tudo fique bem. Nem mesmo desejamos que as coisas sejam fantásticas, maravilhosas ou extraordinárias. Satisfeitos, aceitamos o bem, porque, na maior parte do tempo, bem é o suficiente." — Todo Dia (David Levithan)
Um abraço apertado, um sorriso sincero e até a próxima!

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BRUNA ● GRAZI